quarta-feira, 6 de maio de 2020

MODO DE VIDA RIBEIRINHA

Autoria: Lene Valente, 2020.


É nas margens destes rios
Que vivo a peregrinar
Nas idas e vindas
Ponho-me a observar
Tantas riquezas naturais
Deste nosso lugar


Apesar de que já houve
Muitas modificações
Das ações do homem
E de suas intervenções
Mas mesmo assim
Somos os anfitriões


Em biodiversidade
E em riqueza natural
De água doce temos
Uma quantidade sem igual
Somos Amazônia
A maior floresta mundial


Pelos Rios e igarapés
É que somos destacados
Pelo modo de vida ribeirinha
Somos caracterizados
Povos das águas e das florestas
Assim somos identificados


O regime das águas
Norteia a vida na região
Enchentes e vazantes ditam
O rítmo de vida da população
Que mora nas suas margens
E tece uma bela relação


Rios e igarapés são fontes
De alimentos e subsistência
Por onde traçamos caminhos
De lutas e resistência
Mergulhados nos saberes
Da nossa experiência


Nas travessias da realidade
Sobre as águas transitamos
Na intimidade com a natureza
Sobre os desafios mergulhamos
E sobre as dificuldades da vida
A nossa luta reforçamos


São os rios que nos levam
Ao encontro com os saberes
Interligados com as águas
Materializamos nossos afazeres
E na natureza identificamo-nos
Enquanto seus seres


A água está totalmente ligada
A sobrevivência local
Através da concreta relação
Com a atividade laboral
Retratando aspéctos econômicos
Social histórico e cultural


Assim fica evidente que os rios
São territórios por nós habitados
E em constantes movimentos
Por nós são demarcados
Com carinho, muito afeto
E cheios de significados


É nos cursos das águas
A que a nossa rotina se alinha
E pelas margens dos rios
O nosso povo todo dia caminha
E assim se dá o modo de vida
Da população ribeirinha


Que busca viver
Com o que aqui se tem
No embalo das águas
Vamos sempre mais além
Orientados por estes rios
Trilhamos caminhos do bem

Viva nosso rios
E sua grande relevância
Viva a água doce 
Que temos com abundancia
Viva nós ribeirinhos que vivemos 
Com estes rios em consonância.
            FIM

sábado, 11 de abril de 2020

TOMAR AÇAÍ NÃO É DESELEGANTE

Autoria: Lene Valente, 2018

Sou de Igarapé-Miri
Sou da terra do açaí
Palmeira nativa daqui


O açaí é o alimento
Que em todo momento
Contribuiu com meu sustento


Nessa fruta sou viciada
Se em minha dieta não for associada
Minha fome não será saciada


Seja em casa ou no restaurante
Desse fruto sou amante
De preferencia sem adoçante


Me olhas com preconceito?
Aceita, é o meu jeito
E quero respeito


Eu não abro mão
Deste delicioso pirão
Na minha alimentação


E se queres saber?
Não me envergonha dizer
Que a semente gosto de roer


Misturada com farinha
Na tigela ou na cuinha
Estilo farofinha


Achas que é loucura?
Deixa de frescura
Faz parte da minha cultura


Faz parte da economia
E me dar a alegria
De me alimentar com soberania


O açaí é minha paixão
E com a comida da região
É a melhor opção


Se com peixe é gostoso
Com camarão é delicioso
E com tudo é muito saboroso


Esse é um costume
Que o caboclo daqui assume
E não adianta queixume


Faz parte da nossa vivencia
De histórias e resistência
De muitos anos de experiência


E mesmo que algum arrogante
Demostre em seu semblante
Que tomar açaí é deselegante


Eu digo com exuberância
Fica com tua ignorância
E eu com toda elegância


Bebendo açaí toda radiante
Porque minha consciência garante
Que tomar açaí não é deselegante



                        (FIM)

domingo, 26 de janeiro de 2020

Apresentamo-nos

Bem-vind@s


Olá, este Blog da Lene Farias Valente será um bom lugar para nossas conversas, para bate-papo, divulgar poesias, textos de opinião, assuntos acadêmicos, culturais, políticos e outros: para diálogos virtuais, às vezes nem tão distantes. Em breve, mais e mais posts.


EM MANUTENÇÃO!